quarta-feira, 11 de março de 2009

Pensamentos inúteis (REVISTO)


Quando começamos a analisar a história natural da humanidade imaginamos que por descendermos de seres com pouca ou nenhuma natureza racional temos a impressão que o espírito, Deus e todo o oculto foram criados pela imaginação humana quando o homem se tornou um ser racional e às vezes acreditamos em tudo sem nem sabermos porque (esse "porquê" deve estar escrito errado mas seguiremos adiante). O sagrado, o divino, o espiritual, acabamos por aceitar tudo isso porque nosso medo de sermos ateus nem nos permite questionar.


Mas o que é que estou dizendo? Eu nem me preocupo com isso. E quem está interessado em saber a minha opinião?


Você conhece bem a lei da seleção natural das espécies do outro Charles. Ela diz entre outras coisas que as melhores habilidades de uma espécie surgem através da competição, afirmando que os indivíduos de melhores habilidades para aquele habitat procriam em maior número fazendo com que as habilidades fracas ou menos evoluídas tornem-se raras à espécie, deixem de existir ou dêem origem a novas espécies.


Pronto, agora estou apelando pro embasamento científico... Quero mesmo convencer... Coitado de Darwin.


Assim vem acontecendo com a humanidade no decorrer do tempo. Nós, seres espirituais, imaginativos, racionais, emotivos sempre existimos lá, bem lá, dentro daqueles macacos na Mongólia (ou seria na África, Austrália? Não importa). Sempre estivemos lá. O que a Natureza fez em sua infinita sabedoria foi selecionar. Os mais "espiritualizados" para um lado e os, ainda, fadados apenas ao material (presos a sua rotina fisiológica) para o outro. Isso separa o homem de todas as outras formas de vida. Enquanto não sabemos o que se passa na mente de um golfinho serão essas nossas diferenças.


Quanta idiotice. Que diferença faz? O mundo não faz sentido e é só isso. Idiota.


Somos seres espirituais há bilhões de anos desde os coacervados e todas as nossas experiências, desde então, tem como função enriquecer esse espírito humano. Todos os prazeres, deveres, emoções, crenças, nascimento, morte... tudo existe para que possamos criar novas combinações de subjetividades e com isso manifestármos dentro de nós mesmos (existe o plural de mesmo? Bem, que seja) o ser perfeito, fraterno, construtivo e eterno. Quando nossas atividades e pensamentos perdem essa função nos tornamos ocos, vazios e tristes, porque sabemos que um dia essas esperiências, nossas memórias, nossos ideais e até mesmo nossas virtudes deixarão de existir na humanidade, darão início a uma outra espécie mais inferior ou estagnada.


Que romântico... quase chorei, agora.


" ... o que as pessoas chamam de vaidade - deixar obras, filhos, fazer com que seu nome não seja esquecido - eu considero a máxima expressão da dignidade humana."


Portanto temos obrigação de estármos atentos aos sinais de Deus (que vale lembrar também sempre existiu) e fazermos de cada dia um momento mágico. Enriquecendo nossas almas, evoluindo a espécie humana. Pessoas como nós nasceram para serem eternas e não se perderem pelo caminho.


Pessoal, desculpa aí, tá? Eu não sou tão escroto quanto pareço e sou mais raso do que vocês imaginam.

Um comentário:

Cris Caetano disse...

Concordo, que cada dia seja o máximo. Existir é diferente de viver.

Beijinhos