domingo, 13 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Agora


Esvazie tudo. Coloque para fora lentamente,
um por um. Acomode no chão, em fileiras,
cobrindo toda a superfície do chão, do que
é chão. Só no chão as coisas chegam ao fim.
Deixe queimar. A chama vai
destruir tudo o que não é realmente necessário.
Alguma coisa deve restar. Deve.
Mas caso não sobre nada, não se apavore.
Assim será melhor, recomeçar.
Não varre as cinzas. Deixe que o vento leve. Lembre-se
que o fim não fará com que as coisas deixem
de existir. O fim apenas leva as coisas pra
outro lugar.
Depois respire fundo por muitos dias, em
silêncio. Pronto, nada mais
import. Fique apenas com o seu olhar vazio, puro, petrificado.
Quando a primeira chuva cair tudo será novo, de novo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Depois

Faço as coisas sem pensar
Logo depois me arrependo
Muito tempo depois
Descubro que deveria ter feito
Exatamente o que fiz

Penso antes de fazer, não faço
Logo depois me arrependo por não ter feito
Muito tempo depois
Descubro que não deveria ter feito
Exatamente o que não fiz

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"Agora me foge a palavra"


As palavras fugiram. Quando vi a folha estava em branco sem nem um traço. Debaixo da mesa encontrei o "passado", caído sob os meus pés. No banheiro, já se jogando dentro da privada, eu ignorei a "vergonha". A "constância" estava longe demais, atrás do sol que se punha, deixei pra lá, amanhã ela volta. Dentro do armário onde guardo livros e filmes achei o "universo", sem entender o que ele estava fazendo ali. Caminhando pelo corredor me abaixei e peguei a "ansiedade", sozinha e imóvel. A "sorte" caiu sobre a minha cabeça quando eu descia a escada, acho que ela deu azar. Grudada na TV da sala eu tirei, cuidadosamente pra não rasgar, a "futilidades". Me dirigi para a cozinha e quando pegava uma garrafa de água na geladeira me assustei com a "atitude" debaixo do pote de manteiga. Foi assim por algumas horas, recolhendo palavras fujonas que nem me lembrava de tê-las escrito. Está sendo assim por todo o dia, recolhendo sentimentos perdidos que nem lembrava de tê-los sentido. Também estão sendo assim os últimos anos, recolhendo vidas que nem sabia que tinha vivido.