Faço as coisas sem pensar
Logo depois me arrependo
Muito tempo depois
Descubro que deveria ter feito
Exatamente o que fiz
Penso antes de fazer, não faço
Logo depois me arrependo por não ter feito
Muito tempo depois
Descubro que não deveria ter feito
Exatamente o que não fiz
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
"Agora me foge a palavra"

As palavras fugiram. Quando vi a folha estava em branco sem nem um traço. Debaixo da mesa encontrei o "passado", caído sob os meus pés. No banheiro, já se jogando dentro da privada, eu ignorei a "vergonha". A "constância" estava longe demais, atrás do sol que se punha, deixei pra lá, amanhã ela volta. Dentro do armário onde guardo livros e filmes achei o "universo", sem entender o que ele estava fazendo ali. Caminhando pelo corredor me abaixei e peguei a "ansiedade", sozinha e imóvel. A "sorte" caiu sobre a minha cabeça quando eu descia a escada, acho que ela deu azar. Grudada na TV da sala eu tirei, cuidadosamente pra não rasgar, a "futilidades". Me dirigi para a cozinha e quando pegava uma garrafa de água na geladeira me assustei com a "atitude" debaixo do pote de manteiga. Foi assim por algumas horas, recolhendo palavras fujonas que nem me lembrava de tê-las escrito. Está sendo assim por todo o dia, recolhendo sentimentos perdidos que nem lembrava de tê-los sentido. Também estão sendo assim os últimos anos, recolhendo vidas que nem sabia que tinha vivido.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Augusto Boal
terça-feira, 14 de julho de 2009
Começando

A professora chama dois dos aspirantes ao palco a realizarem uma cena de improviso de 1 minuto. Eles se levantam atordoados e se colocam ao centro de frente para a platéia sem absoluta idéia do que irão fazer:
- Boa sorte. (Diz Fernando se voltando para Jéssica)
Jéssica não responde, apenas acena com a cabeça e começa a fazer uma espécie de relaxamanto corporal.
- Não vai me desejar boa sorte? ( Fernando pergunta, indignado)
- Boa sorte. (Jéssica responde com certa indiferença)
- Mas você só me desejou boa sorte porque eu reclamei, certo?
- Desculpa, mas foi isso sim. Podemos começar agora?
- Pensei que você fosse menos egoísta. Podemos começar sim.
- Você vai começar um diálogo sem propósito, em plena aula de improviso?
- Não. Podemos começar.
- Começa você.
- Por que eu? Começa você.
- Não estou nem um pouco inspirada...
- Por que eu não estou surpreso?
- Porque você sempre me achou uma idiota, nunca foi com a minha a cara.
- Eu não sou assim.
- Começa logo, vai.
- Também estou sem inspiração, diga qualquer coisa que eu acompanho. Uma nota.
- Você se acha, né?
- Me acho o quê?
- O fodão.
- Não vamos chegar a lugar nenhum, assim.
- É, não vamos.
Os aspirantes fazem silêncio, se entreolham, dão as mãos e se curvam cumprimentando a platéia. Aplausos. A professora chama então os próximos dois.
- Boa sorte. (Diz Fernando se voltando para Jéssica)
Jéssica não responde, apenas acena com a cabeça e começa a fazer uma espécie de relaxamanto corporal.
- Não vai me desejar boa sorte? ( Fernando pergunta, indignado)
- Boa sorte. (Jéssica responde com certa indiferença)
- Mas você só me desejou boa sorte porque eu reclamei, certo?
- Desculpa, mas foi isso sim. Podemos começar agora?
- Pensei que você fosse menos egoísta. Podemos começar sim.
- Você vai começar um diálogo sem propósito, em plena aula de improviso?
- Não. Podemos começar.
- Começa você.
- Por que eu? Começa você.
- Não estou nem um pouco inspirada...
- Por que eu não estou surpreso?
- Porque você sempre me achou uma idiota, nunca foi com a minha a cara.
- Eu não sou assim.
- Começa logo, vai.
- Também estou sem inspiração, diga qualquer coisa que eu acompanho. Uma nota.
- Você se acha, né?
- Me acho o quê?
- O fodão.
- Não vamos chegar a lugar nenhum, assim.
- É, não vamos.
Os aspirantes fazem silêncio, se entreolham, dão as mãos e se curvam cumprimentando a platéia. Aplausos. A professora chama então os próximos dois.
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